Investimentos Não Elegíveis
Investimentos relativos ao património histórico e monumental classificado como «monumento nacional».
Despesas Elegíveis
investimentos materiais:
- Equipamentos novos - compra, incluindo a locação financeira, quando for exercida a opção de compra e a duração desses contratos for compatível com o prazo para apresentação do último pedido de pagamento, designadamente:
- Máquinas e equipamentos novos, incluindo equipamentos informáticos;
- Equipamentos específicos - sistemas energéticos para consumo próprio utilizando fontes renováveis de energia - aquisição e instalação.
- As contribuições em espécie - desde que se refiram ao fornecimento de equipamento ou de trabalho voluntário não remunerado.
- Mobiliário.
- Edifícios e outras construções - obras, designadamente:
- Edifícios e construções directamente relativos a património rural de interesse colectivo - obras de preservação, de refuncionalização do espaço interior e de ampliação;
- Edifícios e construções de traça tradicional, localizados em pequenos aglomerados populacionais rurais ou relacionados com actividades agrícolas e florestais - obras de preservação de telhados e fachadas;
- Obras de recuperação de envolventes às operações, desde que não representem mais do que 10% do investimento total elegível;
- Construções relacionadas com a preservação, recuperação e valorização de recursos naturais;
- Infra-estruturas de animação e recreio relacionadas com a preservação, recuperação e valorização de recursos naturais.
- Sinalética de locais de interesse e de itinerários culturais e ambientais.
- Equipamentos directamente relacionados com a preservação, recuperação e valorização de recursos naturais.
investimentos imateriais, desde que associados a investimento material:
- Despesas gerais - estudos técnicos, honorários de arquitectos, engenheiros e consultores e actos administrativos relativos à obtenção das autorizações necessárias, nomeadamente à licença de construção e ao exercício da actividade nos termos da legislação sobre licenciamento, são elegíveis até 5 % do custo total elegível aprovado;
- Software standard e específico - aquisição;
- Processos de certificação reconhecidos;
- Promoção e marketing, designadamente:
- Material informativo - concepção e produção;
- Plataforma electrónica - construção;
- Produtos e serviços electrónicos - concepção.
- Estudos de inventariação do património rural, bem como do «saber-fazer» antigo dos artesãos, das artes tradicionais, da literatura oral e de levantamento de expressões culturais tradicionais imateriais individuais e colectivas;
- Publicações ou registos videográficos e fonográficos com conteúdos relativos ao património cultural - edição e produção.
Despesas não elegíveis
investimentos materiais:
- Edifícios - aquisição de imóveis e despesas com trabalhos a mais de empreitadas de obras públicas e adicionais de contratos de fornecimento, erros e omissões do projecto;
- Edifícios e outras construções - obras de preservação, designadamente: edifícios e construções de traça tradicional, localizados em pequenos aglomerados populacionais rurais ou relacionados com actividades agrícolas e florestais - interior dos edifícios e arranjos do espaço envolvente.
investimentos imateriais:
- Custos de manutenção decorrentes do uso normal das instalações;
- Despesas com constituição de cauções relativas aos adiantamentos de ajuda pública;
- Juros das dívidas;
- Custos relacionados com contratos de locação financeira, como a margem do locador, os custos do refinanciamento dos juros, as despesas gerais e os prémios de seguro;
- IVA nas seguintes situações:
- Regime de isenção ao abrigo do artigo 53.º do CIVA;
- Regime normal;
- Suportado pelo Estado ou por qualquer organismo público;
- Regimes mistos:
- Afectação real no caso de a actividade em causa constituir a parte não isenta da actividade do beneficiário;
- Pro-rata - na percentagem em que for dedutível.
Obrigações dos Beneficiários
- Encontrarem-se, quando aplicável, à data de celebração do contrato de financiamento, inscritos nas finanças para a actividade económica objecto do pedido de apoio;
- Executarem a operação nos termos e prazos fixados no contrato de financiamento;
- Procederem à publicitação dos apoios que lhes forem atribuídos, nos termos da legislação comunitária aplicável e das orientações técnicas do PRODER;
- Cumprirem as obrigações legais, designadamente as fiscais e para com a segurança social;
- Cumprirem os normativos legais em matéria de contratação pública relativamente à execução das operações, quando aplicável;
- Cumprirem as normas legais aplicáveis em matéria de segurança e higiene no trabalho;
- Terem um sistema de contabilidade organizada ou simplificada de acordo com o legalmente exigido;
- Não locarem, alienarem ou por qualquer forma onerarem os equipamentos ou as instalações co-financiadas, durante um período de cinco anos a contar da data de celebração do contrato ou até ao termo da operação, se tal termo ultrapassar os cinco anos, sem prévia autorização do GAL;
- Garantirem que todos os pagamentos e recebimentos referentes à operação são efectuados através de uma conta bancária específica para o efeito;
- Apresentarem ao GAL respectivo, com a entrega do último pedido de pagamento, um relatório de avaliação sobre a operação, sempre que tal esteja contratualmente previsto;
- Terem, à data da celebração do contrato, dado início a actividade como sociedade unipessoal ou estabelecimento individual de responsabilidade limitada, no caso de beneficiários que se tenham apresentado como singulares, se aplicável;
- Terem, à data da celebração do contrato de financiamento, integrado em capitais próprios os montantes dos suprimentos ou empréstimos de sócios ou accionistas que contribuam para garantir a autonomia financeira pré-projecto.
- Para além do cumprimento das obrigações previstas no número anterior, os beneficiários dos apoios apresentados à acção n.º 3.2.2 e, sempre que o investimento esteja associado ao desenvolvimento de actividades, à acção n.º 3.2.1, devem ainda manter a actividade e as condições legais aplicáveis ao exercício da mesma, durante o período de cinco anos a contar da data de celebração do contrato, ou até ao termo da operação, se tal termo ultrapassar os cinco anos.
Forma e Nível do Apoio
Os apoios são concedidos sob a forma de incentivo não reembolsável
Limite do Apoio
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Investimento €
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Taxa de Financiamento
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Igual ou superior a 5.000 e igual ou inferior a 200.000
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60%
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Apresentação de Pedidos de Apoio
Os pedidos de apoio processam-se por concurso, abertos por avisos previamente divulgados;
Os pedidos de apoio são apresentados através de formulário electrónico disponibilizado pela ADRIL.
Critérios de Selecção dos Pedidos de Apoio
Os pedidos de apoio submetidos a concurso e que cumpram os critérios de elegibilidade são avaliados de acordo com a aplicação dos seguintes factores:
(VGO) - Valia Global da Operação
(VTE) - Valia técnico-económica da operação valoriza a qualidade técnica e patrimonial, e contribui, no máximo em 40% para a VGO.
(VE) - Valia estratégica valoriza a contribuição das operações para os objectivos da ELD e os benefícios culturais gerados, e contribui, no máximo em 45% para a VGO.
(VB) - Valia do Beneficiário, que valoriza o empreendedorismo.
Os pedidos de apoio são hierarquizados, por ordem decrescente, de acordo com seguinte fórmula:
VGO=x VTE + yVE + zVB
Em que x, y e z são os ponderadores de cada uma das componentes da VGO, referidas no nº 1 do artigo 13º da Portaria nº 521/2009 de 14 de Maio, propostos por cada GAL, à Autoridade de Gestão nos avisos de abertura das candidaturas.
Pagamento
O pagamento dos apoios compete ao IFAP, I.P..
Legislação
Portaria nº 521/2009, de 14 de Maio
Portaria nº 906/2009, de 14 de Agosto
Portaria n.º514/2010, de 27 de Agosto
Versão consolidada da portaria 521 - documento de trabalho
Declaração de Rectificação n.º 32-A/2010
Regulamento da Acção 3.2.1
Esta informação não dispensa a consulta da legislação em vigor
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